Historicamente, o ouro é considerado um dos ativos mais tradicionais e resilientes do mercado. Utilizado como moeda por séculos, hoje seu papel é proteger o investidor contra inflação, desvalorização de moedas e riscos sistêmicos. Sua oferta limitada e valor reconhecido globalmente reforçam sua função de reserva de valor.
No cenário atual, fatores como a volatilidade da curva de juros e as incertezas globais aumentaram a busca pelo metal. Em períodos de alta nas taxas de juros, a oscilação excessiva em ativos leva muitos investidores a migrar para o ouro como forma de preservar patrimônio.
Especialistas destacam como diferencial, a independência do ouro em relação a moedas fiduciárias e economias específicas, a tangibilidade e a segurança que oferece em momentos de instabilidade.
Como investir em ouro na bolsa de valores?
Além da compra física, o mercado oferece alternativas acessíveis e com maior liquidez:
- ETFs – No Brasil, o GOLD11 busca replicar o desempenho do ouro via ETF IAU negociado nos EUA.
- BDRs de ETFs – Como o BIAU39, disponível para todos os investidores, e opções como ABGD39 e GDXB39, voltadas a investidores qualificados.
- Fundos de investimento – Administrados por gestores profissionais, que decidem a exposição ao metal.
O que pode influencia a cotação do ouro?
A cotação do ouro é influenciada pela relação entre oferta e demanda, mas também por variáveis macroeconômicas e geopolíticas. Mudanças nas taxas de juros, instabilidade política, desempenho da economia global e tensões internacionais podem alterar o apetite dos investidores pelo metal. Vale lembrar que Trump já sinalizou que não vai tarifar o ouro.
No contexto atual, com incertezas eleitorais nos EUA, alta de juros e preocupação com a estabilidade monetária, o ouro reforça seu papel como ativo estratégico nas carteiras. Para investidores, acompanhar esses fatores e entender o momento certo de se expor ao metal é essencial para maximizar seus benefícios como proteção.